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Lançado em 1993, o filme A Lista de Schindler pode ser considerado um dos mais importantes trabalhos do diretor Steven Spielberg até os dias atuais. Os 25 anos da produção não fizeram com que a obra perdesse o seu valor, afinal, como afirmou o diretor, "o preconceito ainda é tema relevante em nossa sociedade, mesmo que agora ele se manifeste mais frequentemente em crimes de racismo e xenofobia".

         Apesar de sua popularidade, assisti ao filme apenas recentemente e posso dizer que ele superou todas as minhas expectativas. Neste texto irei destacar alguns pontos da produção e analisar com mais detalhes os limites entre ficção e realidade que o filme e o cinema propõem, e para isso precisarei mencionar alguns SPOILERS.

Sinopse: Depois de um terrível acidente, um homem acorda na cama sofrendo de perda de memória. Tentando absorver o que estava acontecendo, começa então a desvendar uma teia de mentiras e enganos, suspeitando de sua esposa, que o mantém prisioneiro em sua própria casa.

Direção: Michael Polish | Gênero: Suspense | Ano: 2014

Sinopse: 1888. Após sofrer com o ostracismo e a rejeição de suas pinturas em galerias de arte, Vincent Van Gogh (Willem Dafoe) decide ouvir o conselho de seu mentor, Paul Gauguin (Oscar Isaac), e se mudar para Arles, no sul da França. Lá, lutando contra os avanços da loucura, da depressão e as pressões sociais, o pintor holandês adentra uma das fases mais conturbadas e prolíficas de sua curta, porém meteórica, trajetória.

Direção: Julian Schnabel | Gênero: Biografia, Drama | Ano: 2018



A estrela da música, Jackson Maine, conhece e se apaixona por uma artista de talento, mas que passa por dificuldades, chamada Ally. Ela tem um trabalho comum, mas canta em um bar LGBT, dividindo espaço com as drag queens. No dia que Jackson a encontra, sua vida muda completamente e seu sonho volta a se tornar possível. Mas conforme Ally se torna uma estrela em ascensão, seu relacionamento pessoal com Jackson e a carreira dele vão em declínio.
Direção: Bradley Cooper | Gênero: Drama | Ano: 2018


Este já é o terceiro remake deste filme e continua arrebatando público e crítica. Claro que nesta versão de 2018, temos várias modernizações, mas digamos que a essência da história está intacta. Nasce uma estrela é um filme sobre uma carreira em ascensão e outra em declínio e um relacionamento que precisa sobreviver a isso. Ainda temos questões como fama, alcoolismo, identidade, dentre outros temas muito bem abordados.
Sinopse: Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de uma maneira silenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio) que trabalha como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa, dando origem a uma série de mudanças, coletivas e pessoais.

Direção: Alfonso Cuarón | Gênero: Drama | Ano: 2018

Hoje é dia de continuar falando sobre os indicados às principais categorias do Oscar 2019 e o filme escolhido da vez é provavelmente um dos mais populares entre os concorrentes. Pantera Negra foi indicado em sete categorias: filme, canção original, design de produção, figurino, mixagem de som, edição de som e trilha sonora.

A indicação na categoria de melhor filme representa um marco importante na história do cinema, pois nenhum outro filme de super-heróis teve a chance de disputar nessa categoria do Oscar. De fato Pantera Negra apresenta alguns diferenciais entre os filmes de heróis, e ao assistir ao longa-metragem, todas as minhas expectativas sobre ele foram superadas.

      O filme conta a história de Wakanda, uma terra fictícia localizada no continente africano que foi atingida por um meteoro composto de vibranium, elemento considerado o mais valioso entre os conhecidos da espécie humana. Cinco tribos se desenvolveram na região, entre as quais quatro delas utilizavam o vibranium para a sua sobrevivência. 


Miles Morales tenta lidar com sua rotina de estudante do ensino médio quando se torna o Homem-Aranha. Quando o rei do crime, Wilson Fisk tenta recuperar algo importante para ele através de um super colisor, liberar diversos universos que se colidem em um só, reunindo diversos "homens aranhas", que juntos devem tentar resolver este problema.  

Nossa proposta para o blog nas próximas semanas é a de produzir textos sobre os principais indicados ao Oscar 2019. Sendo assim, hoje escolhi dar continuidade a esse projeto com uma análise do filme Bohemian Rhapsody. O longa-metragem concorre à estatueta em cinco categorias: filme, ator, mixagem de som, edição e edição de som.

Bohemian Rhapsody é uma biografia que conta a história do cantor Freddie Mercury e sua trajetória com uma das bandas de rock de maior sucesso no mundo, o Queen. O filme nos apresenta o histórico de como os integrantes se conheceram até se tornarem famosos, mas podemos observar que o foco da produção acompanha os conflitos que  também surgem na vida pessoal de Mercury.

      Posso dizer que gostei muito do filme, apesar de saber que o roteiro fez uso de algumas licenças poéticas que fizeram com que ele fosse um pouco criticado pelos fãs mais exigentes da banda (se quiser ver o que foi mudado da história original do Queen, clique aqui). Bohemian Rhapsody é um filme que traz consigo algumas polêmicas até os dias de hoje, mas nada disso tira o seu mérito nesta premiação e vou explicar as razões disso.


Hoje daremos início à nossa série de postagens sobre os indicados ao Oscar 2019 e escolhi começar esse projeto com a análise de um dos temas apresentados no filme Vice (2018), dirigido por Adam McKay e protagonizado por Christian Bale. A produção concorre ao Oscar em oito categorias: filme, ator, diretor, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, roteiro original, edição e maquiagem e penteado.

O filme é uma biografia e conta a história de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush. De início, podemos nos perguntar qual a importância de um vice-presidente. No entanto, a partir do filme logo percebemos que Dick Cheney foi um personagem fundamental para muitas das políticas adotadas durante o governo Bush, inclusive sendo o responsável pela criação de muitas delas.

Não estava com grandes expectativas ao me propor a ver o filme, mas acabei me surpreendendo muito positivamente com a produção. Vice tem um roteiro incrível, uma edição criativa que mistura imagens atuais com arquivos documentais, um senso de humor ácido e a atuação brilhante de Christian Bale, que está irreconhecível no papel de Cheney.




Sinopse: Sete estranhos, cada um com um segredo a enterrar se encontram no hotel El Royale do lago Tahoe, um local com um passado sombrio. Com o anoitecer, todos terão uma última chance de redenção....antes de tudo acabar no inferno.
 Direção: Drew Goddard | Gênero: Suspense, thriller | Ano: 2018



Ao reunir alguns estranhos, o diretor Drew Goddard cria um ambiente meio noir para mostrar as dificuldades enfrentadas pelos americanos após os anos 60, o aumento de movimentos de contracultura e de como os jovens estavam a procura de significado para a vida. Isso tudo é feito de maneira bastante inteligente e sutil, é possível captar essa mensagem mesmo ao meio de todo o entretenimento que o filme entrega. 


Sinopse: Filho do humano Tom Curry (Temuera Morrison) com a atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com a vivência de um humano e as capacidades metahumanas de um atlante. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a tarefa de impedir a guerra iminente. Para tanto, ele recebe a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou secretamente desde a adolescência.

Direção: James Wan | Gênero: Ação, Fantasia | Ano: 2018


Lançado em 1961, Bonequinha de Luxo é um filme clássico dirigido por Blake Edwards e baseado no livro homônimo de Truman Capote. Apesar de ser uma obra da década de 1960, o filme ainda faz grande sucesso, sendo que sua popularidade deve muito à protagonista Holly Golightly, interpretada por Audrey Hepburn.

Assisti ao filme motivada pela imagem da personagem, que sempre vi representada em muitos lugares e posso dizer que não me decepcionei com ela. Holly rapidamente entrou para minha lista de personagens mais carismáticas já vistas em produções cinematográficas. Portanto, se você ainda não viu o filme, digo que vale a pena, principalmente por causa dela. 


Entretanto, nem tudo me agradou nessa produção, e nessa análise vou explicar o que encaro como o tema principal do filme: a liberdade feminina. Para contextualizar aos que ainda não o viram, a obra conta a história de Holly Golightly, uma prostituta de luxo que sonha em se casar com um milionário.

Holly costuma tomar seu café da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany, a qual considera como o melhor lugar do mundo. De início, ela nos parece apenas uma mulher fútil e deslumbrada pela riqueza, mas com o avançar do filme podemos perceber o quanto ela é determinada, independente e muito prática, mesmo que ainda demonstre uma personalidade ingênua.

Aos poucos, o filme nos conta os sofrimentos pelos quais Holly passou na infância e as atitudes que tomou com a intenção de superá-los e tudo isso só fez com que eu sentisse mais pena e afeição pela personagem. Como telespectador, grande parte dessas descobertas que fazemos sobre a vida de Holly são por meio de Paul Varjak, um escritor que se torna seu vizinho de apartamento.

Holly e Paul começam uma amizade e vemos essa aproximação entre os dois aumentar depois que ela descobre que Paul recebe dinheiro sendo amante de uma mulher casada. De qualquer modo, mesmo que os dois tenham formas parecidas de ganhar dinheiro, o relacionamento deles se mostra alheio à isso, se firmando em uma amizade que envolve conselhos e preocupações sinceras.


Não sou exatamente fã de filmes românticos, mas me vi torcendo por esse casal, que parecia ter uma boa química e um relacionamento bem construído. Eram o tipo de casal que, mesmo sem dizer, deixa o telespectador perceber que estão apaixonados um pelo outro. Entretanto, Paul não era o homem milionário dos sonhos de Holly e é a partir disso que começam as complicações do filme.

Neste momento, irei tratar mais diretamente sobre as questões da liberdade feminina mostradas na produção e para isso será necessário mencionar SPOILERS, portanto se você ainda não viu o filme e se incomoda com isso, aconselho a finalizar a leitura do texto por aqui.  A seguir, a análise irá apresentar vários SPOILERS dessa obra.

Ao observamos um filme clássico, um fator de grande importância é o contexto no qual ele foi produzido; nesse caso, o contexto da década de 1960. Pesquisadores afirmam que o papel da mulher na sociedade começou a mudar entre as décadas de 1940 e 1960 em decorrência da Segunda Guerra Mundial, que levou mulheres à trabalharem nas indústrias de armamentos, algo que ajudou na independência financeira feminina.

Além disso, 1960 foi o ano do surgimento da pílula anticoncepcional nos Estados Unidos, o que possibilitou às mulheres poder de escolha para administrar a própria vida sexual. A partir desse breve panorama, podemos perceber que Bonequinha de Luxo, ao trazer uma protagonista tão independente, estava perfeitamente alinhado às revoluções da época. 


Porém, por mais que tenha sido um filme importante na década de 1960, podemos dizer que esse filme traz um discurso que deve ser mantido atualmente? Minha resposta é não, pois atualmente podemos ver que toda a liberdade e independência demonstradas por Holly são ofuscadas pelas atitudes de Paul ao final do filme. Como mencionei, cheguei a torcer pelo casal em certo momento, mas o final me fez detestar Paul completamente.

Ao perceber que estava apaixonado por Holly, ele resolve se declarar a ela. Entretanto, ela ainda não está pronta para aceitar seus sentimentos, então recusa o relacionamento. O que acontece a seguir são diversas atitudes desesperadas do personagem para tentar convencer Holly de que ela deve ficar com ele. A personalidade da protagonista, definida pela própria como “livre e selvagem”, já fazia com que esperássemos uma recusa inicial e possivelmente uma mudança de opinião no futuro.

Porém, o verdadeiro incômodo é o momento em que Holly, após perder sua chance de se casar com um homem milionário, precisa lidar com as insistências de Paul dentro de um táxi. Muito irritada, Holly quer mostrar a ele que não pertence a ninguém, assim como nada também lhe pertencia, e para isso a protagonista abandona seu gato de estimação na rua. É nesse instante que Paul faz o discurso mais decepcionante de todos:

Sabe qual é o seu problema, Senhorita-Quem-Quer-Que-Seja? Você é medrosa. Não é corajosa. Tem medo de encarar a realidade e dizer: a vida é assim. As pessoas se apaixonam. As pessoas pertencem umas às outras. É a única chance que têm de serem felizes. Você acha que é uma criatura livre e selvagem e morre de medo de que alguém a ponha em uma jaula. Bom, querida, você já está na jaula! Você mesma a construiu.

Na minha perspectiva, o personagem poderia ter usado diversos argumentos para tentar convencer Holly de que ela seria feliz com ele, mas ele a convence justamente negando sua liberdade. Ele impõe a ela que o único modo de ser feliz é estando com ele e, mais do que isso, “pertencendo” a ele. É tão decepcionante ver Holly aceitando algo assim que, quando desce do táxi, cheguei a pensar que ela apenas iria atrás do gato abandonado, mas no fim ela acaba indo em busca dele e de Paul.


Conclusão: todo o conceito de mulher independente que o filme buscava transmitir morre no instante em que Paul define quais são os limites da liberdade de Holly e quais são as atitudes que ela precisa tomar. Por esse motivo, por mais que eu tenha amado a protagonista, não posso dizer que gostei do final do filme, assim como espero que muitas pessoas também não se sintam representadas por esse relacionamento.

Após conversar com a Mirian Furtado, minha colega de blog, descobri que outras críticas já haviam sido feitas ao Paul como personagem e, ao pesquisar um pouco sobre o assunto, soube que ele foi bastante alterado em relação ao livro de onde surgiu. Sendo assim, acredito que seja útil ler o livro de Truman Capote para conferir essas mudanças.

Na última quinta-feira, os fãs ficaram apaixonados pelo teaser divulgado da nova animação de O Rei Leão, que estreia no ano que vem. A nova versão tem traços mais realísticos, o que fez com que alguns confundissem com live-action. Apesar de continuar sendo um trabalho de animação, o que mais encantou os fãs foi a fidelidade que o trailer mostra em relação ao filme original.

Por também amar esse filme, que apresenta a trilha sonora mais marcante de todas as animações da Disney na minha opinião, resolvi escrever esse TOP 5 das minhas músicas favoritas das produções da Disney. Além dessas, há outras ótimas canções que para mim merecem ser citadas, como Colors of The Wind (Pocahontas), Beauty and the Beast (A Bela e a Fera) e Once Upon a Dream (A Bela Adormecida), então considerem que foi difícil escolher apenas cinco. 






Sinopse: 1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.



Direção: Dorota Kobiela e Hugh Welchman | Gênero: Animação | Ano: 2017




Sinopse: Blackeberg, subúrbio de Estocolmo. Oskar (Kare Hedebrant) é um garoto de 12 anos que se sente só. Na escola ele sempre é provocado por outros garotos e, apesar da raiva que sente, é incapaz de reagir. Um dia, ao brincar no pátio repleto de neve do prédio onde mora, ele conhece Eli (Lina Leandersson). Ela é uma garota pálida e solitária, que se mudou para a vizinhança recentemente, em companhia de seu suposto pai. Apesar do temor em se aproximar de Oskar, logo Eli se torna sua amiga. Paralelamente, uma série de assassinatos macabros em que o sangue das vítimas é retirado começa a acontecer. Eli está envolvida com estes fatos de uma forma que Oskar jamais poderia imaginar.



Direção: Tomas Alfredson | Gênero: Terror | Ano: 2008

                            




Sinopse: No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas “noivas” e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos.



 Direção: Francis Ford Coppola | Gênero: Terror | Ano: 1992


Sinopse: Quando a matriarca da família morre, a família de sua filha descobre segredos cada vez mais aterrorizantes. Quanto mais se aprofundam nesses segredos, mais percebem o quanto precisam fugir daquilo que parecem ter herdado. O diretor Ari Aster em seu primeiro filme libera uma visão de pesadelo que ocorre em um colapso doméstico, transformando uma tragédia familiar em algo sinistro e inquietante.

Quando perguntado sobre o filme, o diretor Ari Aster o definiu como um drama familiar. Certamente ele tem muito mais elementos, não vejo dramas familiares envoltos de cenas um tanto aterrorizantes e sobrenaturais. Apesar de tais cenas, o constante desconforto do filme é que o faz um dos melhores do gênero nos últimos tempos e isso se deve as formas que ele te causa este incomodo.